Não tivesse sido um dia Angra dos Reis um município considerado pela UNESCO “Amigo da Criança”, talvez causasse menos indignação o título de estar na incomoda situação de ter o pior ensino público do estado.
Fruto da política adotada pelos governos Jordão, o ensino em Angra dos Reis retrocedeu e muito. Uma administração autoritária que tirou da comunidade o direito de participação na gestão das escolas e hoje, carrega sozinha o peso do fracasso, das más gestões das direções indicadas e da falta de comprometimento com a comunidade.
Não faz mais parte do governo permear pelas escolas a discussão sobre os programas de educação. Hoje, as escolas e suas direções recebem ordens que vem de cima pra baixo, com a arrogância do cumpra-se, sem que os professores, os alunos, os funcionários e a comunidade tenham o direito de opinar sobre o cotidiano da escola, suas particularidades e o melhor interesse da comunidade contribuindo para a construção de uma escola melhor e democrática.
Ainda que recaia sobre a política do governo o peso do fracasso, na verdade são os alunos que pagarão a conta no futuro.
Uma educação débil no ensino fundamental trará para este aluno dificuldade enorme no ensino médio e incomensurável para aqueles que chegarem ao ensino superior.
Há que se colocar na conta também deste fracasso, as desistências pela escola devido às reincidentes retenções no ensino fundamental ( que contribui substancialmente para baixar o índice do IDEB), e a falta de política para enfrentar este problema.
Uma conseqüência da política fracassada na educação está estampada nas escolas que sofrem pela falta de material básico para o ensino como lápis, papel, apontador etc.
Papel este que não falta na propaganda do governo municipal nas revistas caras e coloridas que são distribuídas com fartura entre os servidores do município.
A melhor propaganda teria sido investir na educação de qualidade e ter alcançado um resultado melhor na prova do IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
Investe-se em qualidade nas revistas enquanto o material insuficiente que é mandado para as escolas é ordinário, o mais barato, o de mais baixa qualidade.
No mundo competitivo de hoje, a educação é fator preponderante para quem quer alcançar sucesso na vida. Sem uma educação de qualidade, o jovem estará condenado a não se qualificar profissionalmente perdendo chances de alcançar melhores postos de trabalhos.
Precisamos mostrar a nossa indignação e cobrar do governo municipal através dos Movimentos Sociais Organizados, da Camara de Vereadores, dos Conselhos nas escolas, na rua e na sua comunidade, uma mudança nesta política para que um dia, Angra possa voltar a ser de novo um município “Amigo da Criança”.
SB jul/2010
ENTREVISTA COM PRESIDENTE DO BNDES
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