quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pesquisa Vox Populi confirma liderança de Dilma na corrida presidencial


Pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (29) pelo blog do jornalista Fernando Rodrigues, confirma a liderança de Dilma Rousseff, do PT, na corrida presidencial, conforme já havia apontado o Ibope na semana passada.

Segundo o Vox, se as eleições fossem hoje Dilma teria 40% das intenções de voto, contra 35% de José Serra (PSDB) e 8% de Marina Silva (PV).

A sondagem foi feita entre os dias 24 e 26 e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual.

A última sondagem do instituto (feita entre 8 e 13 de maio) indicava empate técnico por conta da margem de erro – que era de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em maio, no cenário em que apenas os Dilma, Serra e Marina foram apresentados aos entrevistados , a petista teve 37% e o tucano 34%.

Na pesquisa espontânea, Dilma tem 26% e Serra 20%.

O Vox Populi entrevistou 3 mil eleitores. O registro da pesquisa no TSE é o 16944/2010.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Projeção de analistas para o crescimento da economia tem 15ª alta seguida


A projeção de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) para o crescimento da economia este ano teve a 15º alta seguida. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, subiu de 7,06% 7,13%. Para 2011, permaneceu em 4,50%.

Os dados constam do boletim Focus, publicação semanal do BC elaborada com base em projeções de analistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.

Para o crescimento da produção industrial neste ano, a estimativa foi ajustada de 11,32% para 11,94%. Os analistas mantiveram a previsão para o próximo ano em 5%.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB permaneceu em 41%, neste ano. Para 2011, a estimativa foi ajustada de 39,70% para 39,50%.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) para este ano passou de US$ 15,10 bilhões para US$ 15,36 bilhões. Para 2011, subiu de US$ 6 bilhões para US$ 7 bilhões.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa para este ano passou de US$ 47,57 bilhões para US$ 47,78 bilhões. Para 2011, a projeção de déficit foi ajustada de US$ 57,99 bilhões para US$ 58 bilhões.

A estimativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 1,80, para o fim deste ano, e oscilou de R$ R$ 1,89 para R$ 1,90 para o final de 2011.

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

LDO: Comissão de Orçamento deve discutir e votar parecer na terça


Parlamentares da Comissão Mista de Orçamento analisam na próxima semana o parecer final da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2011, elaborado pelo senador Tião Viana (PT-AC), que deverá alterar sua proposta de mudar a regra de cálculo do salário mínimo para 2011.

No parecer, Tião Viana sugeriu uma nova regra para o cálculo do mínimo em 2011, aumentando o valor para cerca de R$ 550 em janeiro, contra R$ 535,91 previstos no texto original da LDO. No texto, ele estabeleceu que o reajuste real do salário mínimo não será inferior à média da variação real do PIB em 2008 e 2009.

Pela regra atual, seria adotado o PIB de 2009, ano em que a economia teve crescimento negativo de 0,2% por causa dos efeitos da crise mundial.

No entanto, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse nesta quinta-feira (24) que o governo não concorda com a proposta do relator . Ele afirmou que, pelo acordo com as centrais sindicais, a política de reajuste do salário mínimo levaria em conta a inflação mais o crescimento do PIB do ano anterior. "O que o senador Tião Viana colocou para discussão da LDO quebra o acordo. Pelo acordo com as centrais, o aumento deste ano deve levar em consideração a inflação, e no ano que vem, 100% da variação do PIB em 2010", disse.

Outro ponto do parecer prevê que execução de um duodécimo do total das despesas incluam, além do custeio, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e os investimentos das estatais.

O relatório final também recompõe a prerrogativa do Congresso de deliberar sobre a suspensão da execução física e financeira das obras com indícios de irregularidades graves, propõe um limite de R$ 32 bilhões relativos às despesas do PAC e mantém a iniciativa proposta pelo Executivo de estabelecer a meta do superávit primário em termos nominais e não em percentual do PIB: R$ 125, 5 bilhões para o setor público consolidado (Tesouro Nacional, Banco Central, Previdência, estados e municípios), R$ 81,8 bilhões para os orçamentos fiscal e da seguridade social e R$ 7,6 bilhões para as estatais federais. A meta tem como referência a base de 3,3% do PIB.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

PT mostrou que é bom de luta, de voto e sabe governar, diz Dilma em Sergipe


A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, particpou na noite de ontem (24) da Convenção Estadual do PT em Sergipe.

Dilma abriu seu discurso afirmando que estava muito feliz por estar em Aracaju no dia de São João. Ela apontou as qualidades do PT desde sua criação. “O PT tem aliados especiais e valorosos. E mostrou ao longo de décadas que é um partido bom de luta, bom de voto e bom de governo, que sabe governar. Esse nosso partido tem raiz, tem força e tem história. Sobretudo esse calor e essa força de seus militantes”, disse para a comemoração dos militantes.

Dilma afirmou que tinha muito a agradecer ao povo de Sergipe por ter aberto mão da candidatura do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, à Câmara Federal para coordenar a campanha à presidência e o PT nesse ano de eleições.

“Eu devo um agradecimento imenso ao PT de Sergipe e ao povo de Sergipe. Vocês me cederam um militante excepcional. Eu não posso abrir mão do Zé Eduardo, eu preciso da capacidade de trabalho, da força e da lealdade do Zé Eduardo”, disse.

Ela também não poupou elogios ao governador Déda e disse que os dois estão em sintonia com os interesses pelo Brasil. “Nesse dia de São João, Déda, nós dançamos a mesma dança e cantamos a mesma música, porque queremos a mesma coisa para o Brasil. Um país forte e desenvolvido, não porque a economia cresceu, mas porque o seu povo cresceu”, disse.

Dilma lembrou as ações do governo Lula para o campo e recebeu aplausos dos representantes do movimento que estavam na plateia. “O presidente Lula também vai deixar o governo tendo feito a maior distribuição de terras que esse país viu”, disse sob aplausos. E continuou: “A quantidade de terras que o Lula concedeu para as famílias de sem terra é quase do tamanho de países da Europa. Além disso, ele providenciou financiamento, assistência técnicas e tratores. Vamos continuar a ampliar tudo o que foi feito pelo presidente”.

Ao final, ela ressaltou a força das mulheres. “Nós mulheres temos uma grande força, é a força de quem sempre cuidou de sua família, de seus filhos, seus irmãos, sempre incentivou e sempre procurou o melhor para aqueles que a cercam. Por isso, podemos dizer que o Brasil está preparado para ter uma mulher presidente e as mulheres estão preparadas para governar o país”.

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Desemprego tem a menor taxa desde 2002, aponta pesquisa do IBGE


A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país foi de 7,5% em maio deste ano. Trata-se da menor taxa para os meses de maio registrada desde 2002, conforme divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril, o desemprego atingiu 7,3% da população economicamente ativa e, em relação a maio do ano passado, houve recuo de 1,3 ponto percentual.

Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, o contingente de desocupados em maio, de 1,8 milhão de pessoas, se manteve praticamente estável em relação a abril, mas recuou 13,4% na comparação com maio de 2009. A população ocupada, de 21,9 milhões de pessoas, aumentou 4,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, com o acréscimo de 894 mil postos de trabalho. Em relação a abril, não houve variação significativa.

A pesquisa também mostra que em relação a maio de 2009, houve aumento de 7,4% no emprego formal, com mais 698 mil trabalhadores com carteira assinada.

Na comparação com maio do ano passado, os trabalhadores tiveram um ganho de 2,5% no rendimento médio mensal, com o salário passando de R$ 1.383,36 para R$ 1.417,30. Em relação a abril deste ano, a pesquisa registrou queda de 0,9% no rendimento.

A Pesquisa Mensal de Emprego é feita nas áreas urbanas das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Petrobras anuncia investimentos de US$ 224 bilhões até 2014


A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (21) um plano de investimentos que deve aportar US$ 224 bilhões entre este ano e 2014, nas áreas de exploração e produção (54% do total), além de Refino, Transporte e Comercialização (30%). A maior parte do capital previsto (95%) deve ser aplicado no mercado doméstico.

O plano de negócios anterior (2009-2013) previa investimentos de US$ 186,6 bilhões. Houve um acréscimo de US$ 31 bilhões no segmento de novos projetos (com foco no segmento de exploração e produção), além de ajustes em função de reajustes de custos e de alteração na participação societária.

O novo plano de negócios, aprovado hoje pelo Conselho de Administração da companhia, leva em conta uma meta de produção de 3,9 milhões de barris de petróleo/dia em 2014. Em 2009, o ritmo de produção foi de 1,9 milhão de barris/dia.

Somente a área de exploração e produção deve receber aportes na casa dos US$ 118,8 bilhões até 2014, um aumento de 14% em relação ao orçamento previsto no plano de negócios anterior.

"Os recursos serão destinados para garantir a descoberta e apropriação de reservas, a maximizar a recuperação de petróleo e gás nas concessões em produção, além de desenvolver a produção do pré-sal da Bacia de Santos e intensificar o esforço exploratório nas outras áreas do pré-sal em em novas fronteiras do Brasil e no exterior", diz a diretoria da Petrobras, no comunicado oficial.

Pré-sal

Ainda de acordo com o comunicado, o incremento na produção será sustentado pela exploração das áreas tradicionais de exploração ("o pós-sal"), mas o plano também contempla a futura exploração das áreas do pré-sal, "que devem ter maior participação na curva de produção no período pós-2014".

Para a exploração do pós-sal, a Petrobras prevê aportes de US$ 77,3 bilhões até 2014, sendo a maior parte (67%) para desenvolvimento da produção.

Já no caso do pré-sal, os investimentos previstos são de US$ 30,8 bilhões, sendo que uma parcela de 83% somente para desenvolvimento da produção.

Refino

A área de refino, transporte e comercialização deve receber a segunda maior verba prevista no plano de negócios 2010-2014, com aporte de US$ 73,6 bilhões. Os recursos visam aumentar a capacidade de refino, em consonância com o aumento da produção previsto.

Por esse motivo, 50% do orçamento total deve ser alocado em expansão dessa capacidade, incluindo a entrada em operação da RNEST (Refinaria Abreu e Lima), em Pernambuco, as Refinarias Premium e a primeira fase da Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).

Outros 29% dos recursos devem ser investidos no atendimento ao mercado interno, informa ainda a Petrobras.

Outras áreas

O setor de petroquímica deve receber investimentos de US$ 5,1 bilhões, com foco no aumento da produção de petroquímicos e biopolímeros, "preferencialmente através de participações societárias, principalmente no Brasil", afirma a diretoria da empresa.

Distribuição deve receber outros US$ 2,5 bilhões. A empresa tem por meta garantir 40% do mercado nacional até 2014.

A Petrobras ainda deve investir US$ 17,8 bilhões no setor de gás e energia, bem como outros US$ 3,5 bilhões nos segmentos de produção, logística e comercialização dos biocombustíveis.

"A estratégia no segmento de etanol foi redirecionada para a aquisição de participações com o objetivo de ser tornar um importante 'player' no mercado, assegurando o domínio tecnológico para a produção sustentável de biocombustíveis", afirma a estatal, que tem por meta aumentar as exportações desse álcool em 45% até 2014.

Aumento de renda faz 2,2 milhões de famílias saírem do Bolsa Família


De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) até janeiro deste ano mais de 4,1 milhões de famílias tiveram o benefício do Programa Bolsa Família cancelado. O principal motivo do corte é a renda per capita familiar superior à renda mínima estabelecida pelo programa. Mais de 2,2 milhões de famílias (54% dos casos) abriram mão do benefício ou tiveram o auxílio suspenso pela elevação da renda.

Toda família com renda mensal por integrante de até R$ 140 tem direito ao benefício. O valor varia conforme o tamanho da família, o número de crianças e adolescentes na escola. O auxílio vai de R$ 22 a R$ 200 por mês.

O motorista Eduardo Rodrigues, que mora em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, e é pai de uma menina, abriu mão de R$ 40 mensais porque passou em um concurso público. “Não era justo continuarmos recebendo”. Também suspendeu o benefício Sônia de Morais Mendes, moradora de Belo Horizonte. Mãe de três filhos, recebia R$ 112 por mês. Ela aumentou a renda familiar porque voltou com o ex-marido e conseguiu trabalho. “Eu hoje não preciso mais desse dinheiro, por isso fui à prefeitura e dei baixa”, contou.

O vendedor da Feira Livre de Marília (SP) Osvaldo Dutra de Oliveira Primo, pai de dois filhos, precisou do benefício do programa por cerca de três anos. “Foi uma época que estava desempregado, com problema de saúde. Eu praticamente alimentava minha família com esse dinheiro”, lembra. Depois de voltar a trabalhar não sacou mais o auxílio. “Eu usei na extrema necessidade. Assim que tive condições, procurei dar baixa para que outras famílias pudessem ter o benefício”.

Para o governo, os pedidos de cancelamento mostram que o programa tem porta de saída. “Sempre teve”, comentou secretária nacional de Renda e Cidadania, Lúcia Modesto, quando o ministério divulgou o perfil das famílias beneficiadas pelo programa em 31 de maio. A professora Célia de Andrade Lessa Kerstenetzky, do Centro de Estudos Sociais Aplicados, Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) pondera que é “incontestável” que há uma saída, mas “o significado dela é menos claro”. Ela “especula” que a razão principal para a saída do programa deva estar relacionada com a melhoria no mercado de trabalho, “essa hipótese parece forte, dadas as evidências de crescimento da renda e do emprego”.

Na avaliação do economista Serguei Soares, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a porta de saída do programa é o crescimento econômico. “Ótimo que essas pessoas conseguiram sair, espero que outras consigam também, mas não vai ser pelo fato de que alguns conseguiram sair que a gente pode ter um acento ejetor ou vá responsabilizar o MDS pelas saídas. Essas dependerão do crescimento econômico”, comentou.

Atualmente, 12,6 milhões de famílias recebem um total de R$ 1,1 bilhão do programa. A meta do governo é chegar a 12,9 milhões de famílias até o final do ano e atingir grupos vulneráveis ainda não alcançados como os moradores de rua.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mantega: País vai continuar crescendo e baterá recordes de geração de empregos


O Brasil será o país que mais crescerá depois da crise e vai gerar empregos proporcionalmente, disse hoje o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Teremos neste ano a menor taxa de desemprego da série histórica”.

Segundo o ministro, para este ano a estimativa de crescimento do emprego é de 6,5% e a média para os próximos anos chega a 5,5%. Mantega participou da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Ele voltou a afirmar que as medidas de estimulo à economia durante a crise que chegou ao Brasil no final de 2008, deram excelentes resultados e permitiram ao país já ter voltado ao nível pré-crise. Segundo ele, a economia está “praticamente” aquecida e os estímulos foram quase todos retirados.

“Uma vez obtido o resultado, estamos retirando quase todos os estímulos. Portanto, caminhamos para um patamar de crescimento mais sustentável e equilibrado até o final do ano”, disse.

Outro número apresentado pelo ministro mostra que o total de novos empregos em 2010 deve chegar a 2 milhões, dos quais 962 mil foram gerados até abril. A taxa de desemprego de 6,8% da população economicamente ativa é considerada a menor da história.
“Proporcionalmente, o Brasil foi o país que mais gerou empregos no mundo, numa quantidade suficiente para atender nossos jovens que estão chegando ao mercado de trabalho", acrescentou.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Lula: A cada conquista social, o Brasil avança e a vida da população melhora



O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (17) ter orgulho da relação que tem com os movimentos sociais e incentivou a todos a continuarem reivindicando, porque a cada conquista, o Brasil avança e a vida da população melhora. “Tenho orgulho dessa relação com os movimentos sociais, uma coisa sincera, verdadeira”, disse o presidente durante a abertura da 7ª Feira Nacional de Agricultura Familiar, em Brasília. “E continuem trabalhando, porque se vocês não trabalharem, não reivindicarem, muitas vezes o governo não enxerga vocês.”

“Numa caminhada, a gente vai dando passo a passo, porque senão a gente pode cair e não prosseguir a nossa caminhada. Estamos num momento primoroso e de muito orgulho em nosso País. Finalmente parece que valeu conquistar nossa independência em 1822. Depois de tantos anos, estamos nos tornando mais cidadãos, os mais pobres começam a ser tratados com mais respeito, como sempre deveriam ser tratados”, disse Lula.

Um dos bons reflexos do sucesso das políticas públicas implementadas no País, após discussão com a sociedade por meio de dezenas de conferências realizadas nos últimos anos, foi a diminuição do êxodo rural, afirmou o presidente, com as pessoas preferindo hoje ficar no campo e produzir, fortalecendo a agricultura familiar -- como fica evidente para quem visita a Feira Nacional realizada em Brasília.

Lula também defendeu um novo papel para as reservas florestais, lembrando que nenhum governo criou tantas delas como o seu. Mas a grande questão é como usá-las em benefício das populações locais, que podem ajudar a protegê-las.

Lula voltou a elogiar a integração do governo com a sociedade, sindicalistas e movimentos sociais, por meio das 68 conferências nacionais realizadas em oito anos, que ajudaram a fazer leis, decretos e políticas públicas, “melhorando a vida de cada um de vocês”, observou. Mas o presidente disse ainda não estar satisfeito. Ele quer mais e entende que todos devem ter o mesmo espírito de desejar cada vez mais. “Eu não me incomodo com reivindicações”, disse, sempre deixando claro que nem todas elas serão atendidas.

Durante a cerimônia de abertura da 7ª Feira Nacional de Agricultura Familiar o presidente aproveitou para anunciar a destinação de R$ 16 bilhões para financiamentos de agriculturoes, em linhas de custeio, investimento e comercialização, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O volume de recursos do Plano Safra foi ampliado em mais de 500%, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, e os principais destaques da edição deste ano do Plano são os novos limites de financiamento para linhas de crédito como Pronaf Jovem, Agroindústria, Semi-Árido e apoio à reconversão produtiva dos produtores de fumo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ministro do TSE multa PSDB por manter site com baixarias contra Dilma

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Henrique Neves aceitou nesta terça-feira (15) pedido para multar o PSDB por propaganda negativa contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

No começo do mês, o Ministério Público Eleitoral entrou com uma representação contra o partido por causa do site gentequemente.org.br. A página, que está no ar há cerca de um ano, traz críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comete baixarias e preconceitos contra Dilma.O PSDB pode recorrer ao plenário do TSE.

Segundo o Ministério Público, o partido tem permitido que internautas façam comentários "cujo conteúdo demonstra a existência de notória propaganda eleitoral antecipada negativa em desfavor de Dilma Rousseff e positiva em favor de José Serra".

A representação foi apenas contra comentários de terceiros. No site o administrador afirma que os comentários são moderados. "Nossos comentários são aprovados por um moderador para garantir que o conteúdo publicado seja relevante para os demais leitores, de acordo com o objetivo do blog."

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Aumento de aposentados deve ser pago até agosto, diz ministro

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), disse hoje (15) que, ao conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, opinou que seria um desgaste desnecessário para o governo vetar o reajuste de 7,7% para aposentados e pensionistas e enviar outra medida provisória com um percentual menor de aumento.

Desde janeiro, os aposentados e pensionistas recebem benefícios reajustados em 6,14%. Como o índice de 7,7% é retroativo, o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, afirmou que a diferença será paga e a expectativa é que isso aconteça até agosto.

Vaccarezza disse que os parlamentares não aprovariam um reajuste menor, porque, segundo ele, a votação da nova medida provisória ocorreria antes das eleições. “Se não tivesse condições de manter a responsabilidade fiscal, o presidente não teria mantido o reajuste e iríamos para um enfrentamento que seria desgastante. Deixei claro para o presidente que não temos condições de ter nenhuma votação abaixo de 7,7% no Congresso. Seria um equívoco”, afirmou.

Vacarezza participou até o início da tarde de uma reunião com o presidente Lula e integrantes da equipe econômica, quando o presidente decidiu sancionar o reajuste de 7,7%. O índice original proposto pelo governo foi de 6,14%

Apesar da decisão de Lula contrariar as recomendações da equipe econômica, que pediu o veto do reajuste aprovado no Congresso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que serão feitos cortes no Orçamento da União para que o reajuste não comprometa o equilíbrio fiscal. “Vamos garantir o equilíbrio fiscal, a solidez das contas públicas e a obtenção do superávit primário, portanto, a medida se equilibra com os cortes”, disse.

Mantega disse que serão feitos cortes no valor de R$ 1,6 bilhão no custeio e também em emendas parlamentares. Questionado se os cortes nas emendas seriam uma retaliação aos parlamentares que aprovaram um percentual de reajuste maior do que os 6,14% propostos pelo governo, o ministro negou. “Se o Congresso fez essa opção, também se responsabiliza por ela, então todos dão sua contribuição e o Congresso dará sua contribuição”.

terça-feira, 15 de junho de 2010

PIB: Projeção para crescimento tem 13ª alta seguida e chega a 6,99%


Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) elevaram pela 13º seguida a projeção para o crescimento da economia neste ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, subiu de 6,60% para 6,99%. Para 2011, a expectativa para o PIB permaneceu em 4,50%.

Os dados constam do boletim Focus, publicação semanal do BC elaborada com base em projeções de analistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.

Para o crescimento da produção industrial, neste ano, a estimativa foi ajustada de 11,34% para 11,32%. Os analistas mantiveram a previsão para o próximo ano em 5%.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 41% para 41,20%, neste ano, e de 39,70% para 39,85%, em 2011.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) para este ano permaneceu em US$ 15 bilhões e subiu de US$ 5,23 bilhões para US$ 6,23 bilhões, em 2011.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa para este ano passou de US$ 48,50 bilhões para US$ 48,20 bilhões, e para 2011, de US$ 57,97 bilhões para US$ 57,40 bilhões.

A projeção para a cotação do dólar permaneceu em R$ 1,80, para o fim deste ano, e oscilou de R$ 1,85 para R$ 1,86 para o final de 2011.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) passou de US$ 36,50 bilhões para US$ 36 bilhões, em 2010, e permaneceu em US$ 40 bilhões, em 2011.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dilma: Brasil de Lula será governado com a alma e o coração de uma mulher


"Estamos celebrando o Brasil do Lula, que será governado com a alma e o coração de uma mulher", aifrmou a candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, durante a Convenção Nacional do PT, neste domingo (13), em Brasília. Para Dilma, o Brasil precisa continuar mudando para melhor e que para isso é mais que simbólico que o PT e os partidos aliados estejam dizendo que “chegou a hora de uma mulher comandar o país”.

“Minha emoção é muito grande. Minha alegria também. Por esta festa tão cheia de energia, de confiança e esperança. Sei que esta festa não é para homenagear uma candidata. Aqui se celebra, em primeiro lugar, a mulher brasileira! Aqui se consagra e se afirma a capacidade de ser – e de fazer – da mulher brasileira. É em nome de todas as mulheres do Brasil - em especial de minha mãe e de minha filha - que recebo esta homenagem para ser a primeira mulher presidente da República”.

Dilma disse que o Brasil conquistou muitos avanços com o governo de Lula, mas é preciso avançar mais e ela quer ser a presidente da inclusão digital, da educação da qualidade. Agora, com Dilma, o país terá ainda mais oportunidades de reduzir a desigualdade de crescer para todos.

“Lula mudou o Brasil e o Brasil quer seguir mudando. A continuidade que o Brasil deseja é a continuidade da mudança. É seguir mudando, para melhor, o emprego, a saúde, a segurança, a educação. É seguir mudando com mais crescimento e inclusão social para que outros milhões de brasileiros saiam da pobreza e entrem na classe média. É seguir mudando para diminuir ainda mais a desigualdade entre pessoas, regiões, gêneros e etnias”, discursou.

Ela lembrou que nos governantes do passado davam atenção para um terço da população e os demais brasileiros eram um estorvo. “Historicamente, quase todos governantes brasileiros governaram para um terço da população. Para muitos deles, o resto era peso, estorvo e carga”, disse.

“Falavam que tinham que arrumar a casa primeiro [antes de distribuir renda aos mais pobres]. Falavam e nunca arrumavam. Porque é impossível arrumar uma casa deixando dois terços dos filhos ao relento, à margem do progresso e da civilização. Resultado: o Brasil era uma casa dividida, marcada pela injustiça e pelo ressentimento, que desperdiçava suas melhores energias, que é a energia do seu povo”, completou.

No governo Lula essa forma de governar mudou. O país passou a ser verdadeiramente de todos e os mais pobres conseguiram ter esperança. “Nós, do governo do presidente Lula, fizemos o contrário. Chegamos à conclusão de que só fazia sentido governar se fosse para todos. E provamos que aquilo que era considerado estorvo era, na verdade, força e impulso para crescer, para avançar a fazer desse um país de todos”.

Durante seu discurso, ela sentiu a força da militância petista pelas palmas, pelos cantos de olê, olê, olá, Dilma, Dilma, pelas bandeiras lilás tremulando no auditório e pela vibração da convenção do PT. Ao lado dos aliados, ela listou os avanços que pretende fazer no país em muitas áreas: saúde, educação, infraestrutura, democracia, planejamento urbano, segurança pública, inovação tecnológica. Ela ressaltou também a necessidade das reformas Política e Tributária.

Mulher presidente

Ao final do discurso, Dilma contou a história da mãe que pediu a ela num aeroporto que contasse para a filha, que se chama Vitória, que as mulheres também podem ser presidentes da República.

“É mais que simbólico que, nesse momento, o PT e os partidos aliados estejam dizendo: chegou a hora de uma mulher comandar o país. Estejam dizendo: para ampliar e aprofundar o olhar de Lula, ninguém melhor que uma mulher na presidência da República. Creio que eles têm toda razão. Nós, mulheres, nascemos com o sentimento de cuidar, amparar e proteger.
Somos imbatíveis na defesa dos nossos filhos e da nossa família”, disse.

Com www.dilmanaweb.com.br

quinta-feira, 10 de junho de 2010

10/06/2010 11h40 - Atualizado em 10/06/2010 13h08


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os parlamentares que buscam fazer "benesses" durante as votações em ano eleitoral e lembrou que costuma vetar eventuais exageros. Lula concedeu entrevista nesta quinta-feira (10) para a rádio FM Sergipe, em Aracaju, e fez o comentário após ser perguntado sobre qual era sua análise da emenda aprovada no Senado que muda a divisão dos royalties do petróleo.

“Eu acho que o Congresso Nacional contribuiu muito com meu governo, votou 99% das coisas que queríamos que votasse. Quando há algum exagero eu veto", disse. "No pré-sal, eles votaram a coisa mais importante que era a partilha. Está garantido o novo modelo de exploração do petróleo do Brasil, mas eles carimbaram muito o Fundo Social", afirmou. Lula disse que a divisão das verbas do fundo pode comprometer iniciativas de política social "porque já está carimbado.”

“Eu acho que muitas vezes as pessoas pensam que votar facilidades, que votar benesses ajuda eleitoralmente. Não ajuda. Não ajuda por que o povo brasileiro está compreendendo que o momento que o Brasil está vivendo é outro", afirmou.


Lula lembrou que ainda tem que avaliar se concederá o aumento de 7,7% aos aposentados e que tem que tomar a decisão até o dia 15. Sem adiantar a decisão, disse estar disposto a tomar a melhor medida e que não vai "brincar em serviço". "Se eu tiver que dizer não, vou dizer não e vou para televisão explicar. E vou dizer por que foi irresponsável alguém votar uma coisa que comprometendo o próximo governo", disse.

"Não vou deixar esqueleto para quem vier depois de mim”, disse. Ele lembrou que já paga anualmente R$ 7 bilhões de "esqueletos" na Previdência herdados de planos econômicos de governos anteriores.

Aposentados

Para mostrar que tem coragem de adotar medidas, até mesmo polêmicas, Lula lembrou que um dos dias que mais marcaram sua vida foi quando precisou negar ao filho caçula uma viagem. "Da mesma forma que eu tenho coragem de dizer para meu filho que não tinha dinheiro, eu tenho coragem de dizer para o povo brasileiro 'eu não vou fazer isso'. Porque se eu fizer isso, parece bom agora, mas depois o prejuízo será em cima do povo pobre.”

Emenda aprovada

O Senado Federal aprovou na madrugada desta quinta, por 41 votos a favor e 28 contra, uma emenda que redistribui os recursos da exploração de petróleo no mar, inclusive fora do pré-sal, pelos critérios dos fundos de participação, que privilegia os estados mais pobres. A emenda, protocolada pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), determina que a União compense eventuais perdas de estados produtores, como Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O projeto, que trata também da mudança de modelo de exploração do pré-sal de concessão para partilha e a criação do fundo social, terá de passar por votação na Câmara dos Deputados antes de ir para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/06/quando-ha-exagero-eu-veto-diz-lula-ao-ser-indagado-sobre-pre-sal.html

PT é o partido preferido da população brasileira, aponta Ibope



Quase um terço da população brasileira tem preferência ou simpatia pelo Partido dos Trabalhadores. Esta é a constatação da pesquisa Ibope divulgada no último fim de semana.

De acordo com o levantamento, que também revelou um crescimento significativo da pré-candidata petista à presidência, Dilma Rousseff, 29% dos brasileiros manifestaram preferência partidária pelo PT. Por outro lado, partidos como o DEM (ex-PFL) e o PSDB contaram apenas com 1% e 6% da preferência do eleitorado, respectivamente.

Os dados, na avaliação do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-presidente do PT, demonstram que apesar do ataque constante de setores da grande mídia brasileira, o partido continua contando com a confiança dos brasileiros. "O PT é um partido muito presente na vida institucional e social do país. Esse índice de 29% poderia ser ainda maior, se não fosse a parcialidade negativa da grande mídia brasileira que, constantemente, tenta denegrir a imagem do PT", disse Berzoini.

De acordo com o parlamentar, a pesquisa desmistifica ainda uma tese equivocada de que o partido estaria envelhecendo, já que a sigla completou 30 anos de sua fundação. De acordo com a pesquisa, 28% dos brasileiros que preferem o partido são jovens, na faixa etária entre 16 e 24 anos. "Temos presença em todas as faixas estarias e um especial apreço pela juventude.

É bom lembrar que o Brasil é um país sem tradição partidária. A preferência absoluta pelo PT mostra que o partido está enraizado nas lutas históricas dos brasileiros", destacou.

O líder da bancada petista na Câmara, deputado Fernando Ferro (PT-PE), chamou atenção para o grau de escolaridade elevado dos eleitores que preferem o PT. Segundo o levantamento, 28% do eleitorado que tem simpatia pelo partido possui ensino superior, 30% tem o ensino médio, 27% o ensino fundamental e outros 29% até a 4º série.

"Somos um partido com a maior expressão política do país. Isso demonstra que o PT é uma sigla reconhecida em todos os graus de conhecimento, escolaridade e faixas etárias", explicou Ferro.

O líder do PT acredita que a popularidade do partido deverá pesar bastante nas eleições que se aproximam. "Isto indica que temos condições de ampliar bastante a nossa bancada no Congresso Nacional e, ao mesmo tempo, eleger mais governadores, prefeitos e vereadores, além da sucessora do presidente Lula, Dilma Rousseff", avaliou. Uma pesquisa feita pelo PT há cerca de dois anos mostrou que, na época, o partido já contava com 23% da preferência da população.

Liderança do PT/Câmara (http://www.ptnacamara.org.br/)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Brasileiro é o mais otimista quanto à geração de empregos


Uma pesquisa internacional sobre as perspectivas de criação de postos de trabalho nos próximos três meses colocou os empregadores brasileiros como os segundo mais otimistas, em uma lista de 36 países. A pesquisa da consultoria Manpower perguntou a 61 mil diretores de recursos humanos de empresas se eles esperam mais contratações ou demissões em seu setor no próximo trimestre (julho a setembro).

No Brasil, a diferença entre os que disseram esperar mais contratações superou em 40 pontos percentuais os que esperam demissões. No mundo, só os indianos (42 pontos percentuais) tiveram um desempenho melhor. Logo atrás do Brasil vieram os empregadores de Taiwan (39 pontos de diferença).

Segundo a consultoria, "o otimismo no Brasil é puxado pela força dos setores de serviços e construção civil, onde mais da metade dos empregadores pesquisados antecipam um aumento nas suas folhas de pagamento no próximo trimestre".

Desde o trimestre anterior, os três países lideram o otimismo na criação de empregos, apenas mudando a sua posição dentro da margem de erro de quatro pontos da pesquisa. No terceiro trimestre deste ano, os brasileiros otimistas superavam os pessimistas em 38 pontos percentuais, contra 36 pontos percentuais entre os indianos e 35 entre taiwaneses.

Melhora

Em todo o mundo, a consultoria percebeu uma melhora nas perspectivas de emprego, especialmente nas Américas e na região da Ásia-Pacífico. Na China, os otimistas superaram os pessimistas em 27 pontos percentuais - a maior índice de melhora na comparação ano-a-ano. No Peru, a diferença neste trimestre foi de 24 pontos.

Entre os países industrializados, os Estados Unidos e a Alemanha também "despertaram" nesta pesquisa. Nos dois, a diferença entre otimistas e pessimistas foi de 10 pontos percentuais. Isto representa um significante melhora em relação aos níveis registrados há um ano, quando as perspectivas eram nulas ou negativas.

Apesar disso, os EUA ainda são o país onde o nível de otimismo ainda é mais contido no hemisfério. De todos as nações pesquisadas, as perspectivas são piores na Grécia, Itália e Espanha, imersas em desconfiança por conta do alto nível de endividamento do governo. Entrevistados da Manpower nos três países continuam esperando mais demissões que contratações nos próximos três meses.

terça-feira, 8 de junho de 2010

PIB mostra auge da retomada do crescimento, afirma Mantega


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira (8) em Frankfurt, na Alemanha), que o crescimento do PIB no primeiro trimestre ficou acima de suas expectativas e representa o "auge da retomada do crescimento" da economia brasileira.

“O resultado foi mais do que eu esperava e mostra que a economia brasileira teve uma das melhores recuperações do mundo. Eu diria que o primeiro trimestre foi o auge da retomada do crescimento”, afirmou, observando ainda que a alta não mostra superaquecimento da economia. Além disso, acrescentou o ministro, nos próximos trimestres o PIB deve apresentar desaceleração, devido à retirada dos benefícios fiscais e ao corte de gastos do governo anunciado em maio.

Segundo Mantega, já existem sinais de desaquecimento no segundo trimestre. "O crescimento no ano vai ficar alto, mas a taxa já está decrescente. Temos a volta dos impostos, que vai fazer a demanda cair, a volta do compulsório e a taxa de juros, que já subiu 0,75%, a maior alta de todos os países. Além disso, tivemos o corte de R$ 10 bilhões nos gastos do governo." Ele afirmou ainda que a crise europeia também será um fator de desaquecimento.

O resultado do primeiro trimestre (alta de 9% sobre igual período de 2009 e de 2,7% sobre o quarto trimestre do ano passado) demonstra o vigor da economia, disse o ministro, destacando o crescimento da indústria (4,2%), da Formação Bruta de Capital Fixo (7,4%) e do consumo das famílias (1,5%), todos na comparação com o quarto trimestre de 2009. “Temos que lembrar ainda que isso se dá em relação a um ano que foi muito fraco”, ressalvou.

Rede Brasil Atual

Economia cresce 9% no 1º trimestre e bate recorde histórico, aponta IBGE


A economia brasileira cresceu 9% no primeiro trimestre deste ano em comparação a igual período de 2009, a maior alta da série histórica nesse tipo de comparação desde 1996. Os dados divulgados nesta terça-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são das Contas Nacionais Trimestrais.

A indústria cresceu 14,6%, seguida pelo setor de serviços, com 5,9% e a agropecuária, 5,1%. A formação bruta de capital (investimentos em máquinas e equipamentos) aumentou 26%, a construção civil aumentou 14,9% e importações de bens e serviços, 39.5%

Na comparação com o quarto trimestre de 2009, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de bens e serviços produzidos no país - até março foi de 2,7%, o mais alto para o período desde 2004. A industria foi o setor que apresentou o maior avanço, com alta de 4.2%.

O setor agropecuário teve expansão de 2,7% e o de serviços, de 1,9%.

PT protocola ação contra Serra no Fórum Criminal de São Paulo. Leia a íntegra.

O Partido dos Trabalhadores protocolou nesta segunda-feira (7), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, interpelação judicial contra o tucano José Serra, para que ele explique acusações feitas à pré-candidata Dilma Roussseff e outros integrantes do PT.

Na semana passada, Serra disse que Dilma era a "responsável" pela suposta elaboração de um suposto dossiê contra ele, fazendo acusações e ilações ainda contra o senador Alizio Mercadante e o deputado federal Ricardo Berzoini.

Leia aqui a íntegra da interpelação.
http://www.pt.org.br/portalpt/dados/bancoimg/100607133846acaoserra.pdf

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sem retrocesso



Publicado no jornal O Globo, edição de 04/06/2010

Num ano eleitoral, os ataques ao Bolsa Família saíram de moda. Os mesmos que o classificavam de esmola, assistencialismo e demagogia agora prometem continuá-lo e até “aprofundá-lo”.

Por oportunismo eleitoral, seus detratores fizeram um recuo tático, mas a população sabe que a oposição, se dependesse só dela, acabaria com a iniciativa que colocou o tema da fome na pauta mundial. O Bolsa Família obteve resultados tão espetaculares que deverá ter prosseguimento no próximo governo, sob comando — esperamos — da candidata que representa a continuidade do governo Lula.

Além da justiça social com 12,9 milhões de famílias de brasileiros em situação de pobreza e extrema pobreza, o programa produz reflexos no conjunto da economia. Os números são robustos e comprovam o acerto do governo do PT e aliados: pesquisa recente mostrou que a expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.

Foi um dos fatores que ajudaram o Brasil a atravessar a crise mundial iniciada nos EUA em 2008. Os beneficiados transformam-se em consumidores, ajudando a estimular as economias locais e regionais. É extraordinário mecanismo de distribuição de renda, numa das sociedades mais desiguais do planeta. Para ter acesso ao programa, as famílias precisam se comprometer com a presença de suas crianças nas salas de aula, com a vacinação em dia e cuidados com as gestantes. Alunos cujas famílias recebem dinheiro do Bolsa Família apresentam melhores índices de aprovação e menos evasão escolar que os estudantes regulares da rede pública brasileira, segundo recente pesquisa do MEC.

Há facetas pouco conhecidas. O programa participa, junto com o Banco do Nordeste, de iniciativa de oferta de crédito para atender populações de baixa renda e do Programa Primeiro Passo, destinado a formar 180 mil profissionais de diferentes áreas — como pedreiros, azulejistas, eletricistas —, para atuar em obras do PAC. O treinamento profissional abre oportunidades para pais e mães que deixem de receber os recursos, capacitando-os para o mercado de trabalho. Cerca de 99,5% dos beneficiários fazem algum tipo de trabalho.

O índice de pobreza extrema no país, de 12% em 2003, caiu para 4,8% em 2008. No mesmo período, a desnutrição infantil recuou de 12,5% para 4,8%. Assim, questiona-se o ataque ao Bolsa Família pelo pré-candidato José Serra, para quem o programa “ajuda, mas não resolve” a questão do emprego. Ora, as pessoas moram em favelas e vivem na pobreza não porque querem, mas por circunstâncias. E o papel do Estado é tentar resolver seus problemas.

O Bolsa Família não é a única política social do governo Lula. Há a política de aumento real do salário mínimo (mais de 50% de elevação em sete anos e meio), programas como Luz para Todos, Pró-Uni etc. É uma obra social para ficar na história. Antepõe-se àqueles que se fecham numa visão egoísta, neoliberal e monetarista, como se as desigualdades sociais e históricas em nosso país fossem solucionadas apenas pelo mercado. Os dois mandatos de Lula têm a marca das políticas sociais, que devem prosseguir, sem retrocessos.

Fonte: http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/economia-5/sem-retrocesso-5571.html

sábado, 5 de junho de 2010

Lula em Conferência: Ouvindo a sociedade a gente erra menos


A realização de mais uma conferência nacional, dessa vez do esporte, é uma demonstração humilde de um governo que “pensa que ouvindo a sociedade a gente tem a chance de errar menos”, afirmou o presidente Lula durante a III Conferência Nacional do Esporte, realizada nesta sexta-feira (4/6) em Brasília. Lula lembrou que esta é a 68ª conferência realizada em seu governo e que elas são importantes por externar a diversidade do País em relação aos temas propostos por esses encontros. “Vocês vieram aqui para falar e a gente veio aqui para ouvir”, afirmou o presidente, lembrando que muitas das propostas dessas conferências acabam ajudando ao governo a montar políticas públicas.

Lula reafirmou que as Olimpíadas servirão como uma prova de fogo para o País: "As Olimpíadas estão servindo para nós como se fosse uma prova de fogo, porque quando chegar nas Olimpíadas, não tem como esconder, a nossa cara vai aparecer do jeito que nós somos. Se trabalharmos corretamente, vamos sair na foto com a cara bonita. Se ficarmos esperando que a natureza dê conta das coisas, vamos sair com a cara feia".

Uma das prioridades, frisou, é convencer os quase seis mil prefeitos do País de que o esporte é importante para a juventude brasileira e que fica mais barato investir em melhores escolas, que ofereçam oportunidades esportivas aos jovens, e também na contratação de professores de educação física, do que construir cadeias. “É um trabalho sério que vamos ter que fazer daqui pra frente com os quase seis mil prefeitos deste País”, afirmou Lula.

Lula citou os importantes investimentos que o País vem fazendo no esporte brasileiro, não só por conta dos Jogos Olímpicos que o Rio de Janeiro sediará em 2016, mas também porque é uma determinação da Constituição – conforme está no artigo 217, lembrou o presidente, que define o esporte como direito social e determina que cabe ao Estado oferecê-lo como política pública.

“Portanto não estamos fazendo nenhum favor, apenas cumprindo um preceito constitucional.”

O presidente cobrou ainda que as federações esportivas do País apresentem às autoridades olímpicas um plano de metas, até 2014, porque são essas metas que vão orientar as verbas do governo a serem repassadas às federações. “Todo o dinheiro que a gente tiver que colocar tem que ter base em um programa a ser perseguido por eles e fiscalizados por todos nós, senão não vamos atingir nossos objetivos”, disse.

Blog do Planalto

sexta-feira, 4 de junho de 2010

ENERGIA PARA A NOVA POTÊNCIA

Por: Delúbio Soares


O Brasil sofreu muito com o apagão do governo anterior. Estivemos diante de um quadro típico de incompetência governamental e imprevidência gerencial, mesclada com falta de planejamento e descaso para com o país e sua população.

Um dos países mais ricos do mundo em recursos naturais, em energia renovável, com invejável sistema energético, se viu às escuras por conta da falta de investimentos e – pior de tudo – com a falta de visão e de iniciativa da gestão anterior ao governo do presidente Lula. Os brasileiros se defrontaram com situação jamais vivenciada e tiveram que economizar mais de 20% da energia então utilizada, sob pena de cortes periódicos do fornecimento nas cidades e no campo. O governo FHC chegou a nomear um “ministro do apagão” e instituiu pesadas penalidades. Vale a pena recordar essa época lamentável em nossa história recente: os consumidores entre 101 e 200 kwh eram obrigados a economizar 20% em seu consumo mensal sob pena de corte da energia. Os brasileiros que utilizassem mais de 200 kwh estavam sujeitos à pesada multa e ao corte sumário da energia em suas casas, propriedades rurais ou estabelecimentos comerciais. As contas de luz acima de 200 kWh mês eram sobretaxadas mesmo que o consumo estivesse dentro da cota e se não houvesse redução no consumo as penalidades iam do corte sumário à escuridão por seis dias, além de os brasileiros que não reduzissem o valor de sua conta, portanto o consumo mensal, estarem sujeitos à multas que variavam de 50% a 200%.

A questão energética no governo dos tucanos foi tratada com escuridão nos lares e penalidades aos consumidores. No governo Lula ela tem sido prioridade de governo e alvo das atenções necessárias a tão importante setor, com a imprevidência foi substituída pelo planejamento. A incompetência deu lugar à brilhante gestão de Dilma Roussef e de Edson Lobão à frente do Ministério das Minas e Energia.

O Brasil do escuro foi substituído pelo Brasil de três novas usinas hidrelétricas que preparam o país para as próximas décadas, com crescimento compatível com nosso desenvolvimento econômico e social. Aí estão os colossos de Santo Antônio e Girau, no Rio Madeira, em Rondônia, e o de Belo Monte, no Rio Xingú, no Pará. São as respostas de um país que está se colocando entre os mais importantes do cenário mundial, com uma economia que crescerá até mais do que 7% em 2010, segundo as previsões mais realistas e conservadoras. São obras realizadas dentro de uma visão moderna e responsável da questão ambiental e que garantirão uma excelente reserva e fornecimento de energia pelas próximas décadas, justamente nos anos mais promissores de nossa vida econômica.

Vale ressaltar a nova concepção e postura do país diante da questão energética por conta das realizações do governo do presidente Lula durante os últimos sete anos. Uma delas foi a integração dos sistemas Norte-Sul e Leste-Oeste através dos “linhões”, gerando imensa sinergia e resolvendo um problema fundamental que foi ignorado pelos governos anteriores. Outra foi a disseminação de grande número de PCH’s, as “Pequenas Hidrelétricas”, que entregues à iniciativa privada vem complementando o esforço nacional de abastecimento energético e de suporte ao desenvolvimento regional. Temos imensa potencialidade por todo o território, do Rio Grande do Sul até Roraima, e todas as possibilidades energéticas têm sido exploradas de forma sustentável.

Também nosso subsolo garante o crescimento nacional com energia limpa e não poluente. Ao lado das termoelétricas alimentadas por carvão, diesel e gás, já temos a realidade – muito mais do que experimentos bem-sucedidos – das usinas alimentadas por bagaço de cana e pelo capim-elefante, exemplos da criatividade e do talento de nossos empreendedores, engenheiros e técnicos.

O presidente Lula defende a utilização das usinas nucleares como fonte de geração de energia limpa para a paz, para o desenvolvimento científico, para a pesquisa tecnológica, com múltiplas finalidades em setores que vão da indústria da informática à aeronáutica e a medicina. E desde que o Brasil, em louvável gesto de soberania do governo do general Geisel, desafiou o veto norte-americano e celebrou o acordo nuclear com a Alemanha, temos a possibilidade de utilização da energia nuclear para tais finalidades. Pois tem sido no atual governo a realização de tal anseio nacional, acalentado desde os anos 50, com as pesquisas iniciadas pelo notável exemplo de patriota e visionário do Almirante Alvaro Alberto, que hoje empresta seu nome as centrais de Angra I, II e III. Ernesto Geisel e Alvaro Alberto, dois militares de ideologias opostas mas que sonharam e lutaram pelo que hoje o presidente Lula realiza em tão relevante setor como é o da energia nuclear.

Não deixemos de observar outras fontes de energia e que a cada dia deixam de ser alternativas para se tornarem realidade: a energia eólica, aproveitando a força dos ventos ao longo de nossa costa em território verdadeiramente continental, baseando-se no exemplo de países como a Dinamarca com 40% da energia utilizada sendo da matriz eólica; o bio-diesel, combustível renovável, do futuro, prioridade do governo Lula; a energia que será gerada com a exploração do pré-sal, fruto da obstinação de Lula e de Dilma, alicerçados na extraordinária empresa e patrimônio nacional que é a Petrobrás, uma das maiores petroleiras do mundo e que vive, ao contrário dos anos do tucanato, uma das melhores fases, senão a melhor, desde sua fundação pelo Estadista Getúlio Vargas.

No Brasil em que vivemos, sem desemprego e com crescimento econômico impressionante, com o reconhecimento internacional ao grande governo que recuperou nossa imagem perante as demais Nações e nos colocou entre as grandes potências de um futuro que já chegou, o desafio energético tem sido enfrentado e vencido pelas potencialidades de uma terra abençoada e de um povo extraordinário.


(*) Delúbio Soares é professor

www.delubio.com.br

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Debate sobre conjuntura Nacional e Eleições 2010